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Os 7 princípios do Design Inclusivo


O termo “design inclusivo” foi utilizado pela primeira vez em 1994, na Inglaterra, por Roger Coleman. Seu intuito era expor o potencial de comércio voltado para todes. O design inclusivo, em um contexto geral, busca se preocupar com o desenvolvimento de produtos e serviços que se adequem e atendam às necessidades que pessoas com deficiências e idosos possam apresentar. E, desta forma, melhorar e potencializar as experiências do usuário, se equiparando às de indivíduos que não possuem deficiência.


Pensar em tais questões é de grande importância nos momentos de construir interfaces acessíveis, como um site ou uma rede social. Pensar na facilidade de funcionamento e entendimento por parte do usuário serve como uma porta de entrada para o mundo do design inclusivo.


Com toda esta informação, é importante que tenhamos contato com os princípios e formulações referentes à acessibilidade. Aqui, apresentaremos 7 tópicos que podem ser um bom caminho para se começar.


  • Proporcione uma experiência equivalente


Neste momento, é importante se assegurar que a sua interface ofereça uma experiência compatível, que atinja a todes da mesma forma, sem atrapalhar o entendimento das ideias.

No caso de pessoas com deficiência visual, por exemplo, em um ambiente digital é importante que sua interação com a plataforma seja compatível com a de pessoas videntes. Algumas alternativas para que isso ocorra são: a utilização de textos alternativos, ferramentas passíveis de modificação com relação à cores, tamanhos e contrastes, legendas personalizáveis, transcrições e audiodescrição, entre outros.


  • Considere o contexto


Cada indivíduo utiliza da interface para atender suas necessidades, que variam de acordo com as situações e contextos que estão inseridos. Oferecer um conteúdo acessível a pessoas com alguma dificuldade, seja ela momentânea ou permanente, é fundamental para o design inclusivo. Situações como, estar em um local movimentado e com muito barulho assistindo a um vídeo ou a um story do Instagram que tenha áudio, mostram que é praticamente impossível compreender a mensagem do que está sendo consumido. Por isso, as legendas são uma alternativa muito relevante para aumentar o interesse pelo conteúdo e também alcançar um maior número de pessoas.


  • Seja consistente


É fundamental manter padrões e convenções já utilizados, de forma que facilite a compreensão das informações e ações possíveis contidas no site, seja nos comandos, funções, execução de tarefas ou na leitura do conteúdo. Por exemplo, o uso do underline abaixo dos links, é um padrão utilizado por todos e se torna fácil de ser reconhecido. Do mesmo modo, as características de uma mesma empresa ou marca devem se manter consistentes para que seja reconhecida facilmente.


  • Dê controle ao usuário


É importante possibilitar que as pessoas consigam ter uma interação com o conteúdo da forma que acharem preferível, ou seja, dê controle ao usuário. Com isso, é mais favorável que o usuário tenha a possibilidade de fazer modificações e personalizações na própria interface. Isto é: mudar o zoom da página, o contraste e o tamanho do texto. Sendo estes, caminhos possíveis em sua construção.


  • Ofereça opções


Os usuários devem conseguir completar tarefas de modos variados, com isso, ofereça diferentes maneiras para chegar a um objetivo. Quando se precisa chegar a algum lugar, as pessoas usam mapas. O site deve funcionar como um mapa e mostrar esses possíveis caminhos.


  • Priorize o conteúdo


Esse é um ponto importante para manter a atenção do usuário, para que o foco se estabilize nas tarefas principais, nas funções, em seus recursos, e, também, nas informações. Ao se pensar no layout, tenha em mente o que é mais importante, para assim dar maior enfoque a esta informação. Se o texto for o foco em sua página, faça com que ele fique bem evidente ao usuário, ou por exemplo, se você quer que um recurso, como um botão ou uma ação, sejam evidenciados, você precisa encontrar formas de destacar estes itens, evitando distrações e pensando em suas especificidades.


  • Adicione valor


Para agregar ainda mais valor a experiência do usuário é importante a utilização de todos os recursos que consigam tornar o produto acessível. Além dos citados acima, podemos pensar também, no uso de vibrações ao receber notificações, ligações ou afins, o que acrescentaria maior valor a experiência de um deficiente auditivo. Uma boa referência seriam aplicativos que possibilitam que essa opção (vibração) seja ativada, como o whatsapp.



Assim, o design inclusivo é um conceito muito importante ao que se refere à acessibilidade. A aplicação de seus princípios infere em interfaces projetadas e voltadas para o melhor uso por todas as pessoas, pensando em sua usabilidade, na segurança e autonomia do usuário.

Agora, que já sabemos que o design inclusivo não é algo difícil de aderir ou utilizar, você pode começar a usar todos estes princípios, seja em seu site, em um produto, ou serviço que sua empresa ofereça. Nesse sentido, separamos um vídeo para explicitar os impactos do design inclusivo no meio digital. Confere aí:




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