• Mariana Manieri Pires C.

O Impacto do Design Emocional


Você já parou para pensar o que faz com que você compre um produto ao invés de outro, no caso das composições desses itens serem muito parecidas? Pode ser que o Design Emocional tenha uma forte influência sobre a sua decisão sem você nem perceber!


Mas o que é o Design Emocional?


Don Norman, o grande pai da engenharia da usabilidade, conceitua essa vertente do design como a preocupação em despertar certas emoções nos usuários finais para estabelecer fortes conexões entre eles e os produtos. Afinal, sempre que estamos em contato com algum produto damos significado e um sentido a ele, conscientemente ou não.


São as emoções que guiam as decisões humanas, em quase todos os âmbitos de nossas vidas. Com amizades, relações familiares, nossas preferências midiáticas e, claro, ao consumir algum item. Sabe aquele momento que você acha uma pessoa bonita só por ela ser muito legal? Ou quando alguém é extremamente elogiado por sua beleza física, mas você nem acha tanto assim porque a pessoa é bem chata? O mesmo acontece com os produtos! Muitas vezes preferimos adquirir uma mercadoria apenas porque a embalagem dela chama mais atenção, sendo mais fofa ou mais divertida.


Por isso, em um primeiro momento, para chamar a atenção do consumidor, é necessário que as marcas despertem emoções positivas nos usuários: alegria, prazer, contentamento, nostalgia ou até mesmo uma surpresa agradável.

No entanto, o Design Emocional também vai além das primeiras impressões. É fundamental que o impacto inicial seja certeiro, mas também é super importante manter essas emoções positivas na experiência do usuário com o produto ou marca. Norman explica que o Design Emocional possui 3 níveis. Se liga:

  1. Nível Visceral:

O primeiro nível diz respeito às primeiras impressões, ou seja, aquele nível que está mais associado ao nosso subconsciente e ligado a questões sensoriais.

Logo ao olhar um produto já julgamos se ele será bom ou não, antes mesmo de utilizá-lo, ou seja, muito ligado a estética desse item e não muito a sua funcionalidade. Don Norman afirma que: “um produto que atraia a pessoa nesse nível instintivo pode fazer com que os usuários superem problemas de usabilidade”. Por exemplo:


Ao invés de comprar um espremedor de laranjas normal, os usuários podem optar pelo espremedor Juicy Salif, do designer Philippe Starck, por conta do seu aspecto divertido, futurístico e diferente!




2. Nível Comportamental:


Já neste nível estamos em maior contato com o produto, ou seja, um nível médio de relação. Assim, a usabilidade do produto, sua eficácia e compreensão de uso tem grande relevância na tomada de decisões.

É fundamental que o consumidor se sinta no controle do uso do objeto adquirido e, por isso, este nível está ligado a questões físicas e motoras.



A Alexa, assistente virtual da Amazon, conquistou o público pela sua facilidade de uso. O aparelho permite um diálogo com a assistente e obedece a milhares de comandos, que podem ser configurados pelo usuário.

3. Nível Reflexivo:


É o nível que está associado ao superego, que é o aspecto moral da personalidade do indivíduo, de acordo com a Teoria da Psicanálise. Aqui, tudo o que está acontecendo é automaticamente analisado.

Assim, Norman expõe que nesse nível se dá a forma como nos conectamos com os produtos e como eles nos representam, de que maneira eles refletem quem somos. Há uma relação direta com status social e a imagem que o produto está simbolizando, como o consumidor quer ser visto na sociedade a partir do item que está utilizando.


A Hermès é responsável por uma das bolsas mais caras do mundo, a Hermès Kelly Rose Gold. O que faz com que alguém gaste milhões de dólares em uma bolsa? A imagem que ela passa pro mundo, sua exclusividade e seu status.




Mas como fazer para inserir o Design Emocional na sua marca e nos seus produtos?


Bom, daí já é mais simples! Ao desenvolver uma Persona (já viu nosso texto sobre Persona? Clica aqui!) para a sua empresa e entender seus objetivos e desejos, você saberá quais emoções precisa despertar nos clientes para que eles se interessem e se identifiquem com o seu produto. A Persona vai te revelar como o seu consumidor quer se sentir, o que quer fazer e quais suas motivações de vida a longo prazo.

Se você curtir esse conteúdo, não deixe de conferir o TED Talks do Don Norman, sobre as 3 formas que o design pode te fazer feliz:

https://www.ted.com/talks/don_norman_3_ways_good_design_makes_you_happy/up-next?language=pt-br


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